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Mostrando postagens de novembro, 2020

Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade

" Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?" Eclesiastes 1:2,3 Pensando, com o que eu achava que era comigo, mas que na verdade agora reconheço como esclarecimento do Senhor, cheguei a honrosas conclusões. O Pai me faz humilde mesmo que a contragosto da minha soberba. Se eu tento me esforçar para ser a primeira e melhor, Ele faz com que eu não atinja esses feitos não para me humilhar, mas sim porque sabe da minha grande tendência a arrogância e o quanto isso me distância d'Ele. Quando quero me exaltar e parecer grandiosa Ele me traz a realidade de sua filha.  Talvez as pessoas dignas de grandes homenagens o sejam não apenas por seus grandes feitos, ou belezas (que eu por muito tempo invejei, porque na minha não reconhecida miudez, me fazia também mesquinha por não dedicar a estes admiração), mas sim pela glória de Deus corações que conseguem não se assoberbar nem sent...

Afetividade e compaixão

 As vezes eu compareço aqui pra rir de mim mesma. dos julgamentos e suposições sociais que faço que são cínicas a ponto de me despertar gargalhadas.  Eu passo uma imagem de força e empoderamento que não condiz com o que eu sinto em 70% das ocasiões. Mas isso não quer dizer que sou dissimulada. Eu apenas não gosto muito do amparo que as pessoas oferecem no momento de fragilidade ao seu próximo. Me ecoa muito a sensação de dó que não condiz com algo muito empático.  Eu me permitiria parecer frágil se eu nota-se que a solidariedade que é prestada é verdadeira. Você pode pensar que o problema está contido nas pessoas que me rodeiam, mas eu continuo julgando que não. Embora todos tenham uma boa intenção e índole dentro de si, não se é ensinado a nós a lidar com a dor do outro. Seja ela física, seja ela emocional.  Basta você evocar uma memória antiga de quando você caia e se machucava na escola. Habitualmente, a primeira reação das demais crianças era gritar: " oh tiaaaa,...

O luto pelos meus sonhos que não vou viver

 Todos os filhos um dia deixam de ser filhos e se propõem a projetar a própria família. Se dispõem a ser chamados de pais. É um ciclo lindo e natural e creio eu que não há felicidade maior que a de dizer que se pode deixar uma consecutividade. Isso é sentido na direção em que se vê gerações e gerações ao redor de uma mesa homenageando seus avós, pais, sobrinhos, irmãos. Claro que tudo isso é um cenário de perfeição familiar. Existem núcleos onde não é essa sintonia que impera e muito mais sobre desespero e desamparo se conhece através dos vínculos fraternos do que através da estranheza do mundo.  Mas a verdade é que todos nós empenhamos nossa vida, mesmo que inconscientemente, para crescer. Para nos multiplicarmos. Para socializarmos, primordialmente, como família. Não existe ser humano que apenas se empenhe no objetivo de usufruir solitariamente de seus ganhos e, muito menos àquele que sinta necessidade em algum momento de estar vinculado a um grupo.  Quando alguém é sur...